10 abr 2025

Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa

13 abr 2025

Sala Elíptica, Palácio Nacional de Mafra

Conductor - João Barros

EN

Composed in 1915 during World War I, Rachmaninoff’s “Vespers”, Op. 37, reflect the impact of the war and the surrounding devastation, channeling the composer’s anguish into a monumental a cappella choral work. Based on the Vigil Service of the Russian Orthodox Church, the piece integrates hymns and psalms, drawing from ancient styles of Russian, Kiev, and Greek Orthodox chants with Byzantine roots. Notably, Rachmaninoff utilized deep bass voices to create profound sounds and replicated the tones of bells using only the choir’s voices. Despite limited performances during the Soviet era, “Vespers” has since gained recognition for its sincere expression of Russian spirituality and Rachmaninoff’s yearning for inner peace, culminating in a sense of reconciliation that he hoped to be part of his own funeral.

PT

Compostas em 1915 durante a Primeira Guerra Mundial, as Vésperas, Op. 37, de Rachmaninoff refletem o impacto da guerra e da destruição que o rodeava, canalizando a angústia do compositor numa obra coral a cappella. Baseada no Ofício da Vigília da Igreja Ortodoxa Russa, a peça integra hinos e salmos, inspirando-se nos estilos antigos de canto russo, de Kiev e greco-ortodoxo, todos com raízes bizantinas. Destaca-se o uso das vozes dos baixos para alcançar sons profundos, uma habilidade que Rachmaninoff considerava única dos cantores russos, e a reprodução do som de sinos com as vozes do coro. Apesar das limitações de execução durante a Era Soviética, as Vésperas ganharam reconhecimento pelo seu sincero testemunho da espiritualidade russa e pelo desejo de Rachmaninoff de alcançar paz interior, culminando num sentimento de reconciliação que ele desejava para o seu próprio funeral.